Arrumar as mochilas, ir para o aeroporto, fazer o check-in, decolar, aterrizar, passar pela imigração, seguir as orientações de localização, decifrar mapas, rotas, passar alguns sufocos, andar muuuuito, perguntar, perguntar, perguntar, desbravar uma nova cidade, uma nova língua, passar alguns perrengues e pagar micos característicos de marinheiras de primeira viagem e no final das contas rir de tudo isso e se emocionar com tudo isso. Assim podemos resumir como foi nosso último fim de semana em Londres.
Nossa primeira vez em solo inglês foi marcada por muitas histórias. Chegamos lá na sexta-feira (15/1), por volta das 21h30min (19h30min no Brasil), sem saber absolutamente nada, a não ser o nome dos lugares que queríamos conhecer. E voltamos para Dublin na segunda (18/1) à noite e mais uma vez, carregadas de momentos únicos na lembrança e certas de que apesar de ter consciência de que conhecemos muita coisa, ainda há muito o que descobrir na terra da rainha.
Londres é um grande paradoxo. Intensa, moderna, ágil, populosa, mas também completamente histórica e antiga. É incrível perceber como a arquitetura que atravessa séculos convive em perfeita harmonia com tudo que há de mais novo em termos de tecnologia. Londres é cheia de BMWs estacionadas e de repente quando se olha para o lado, lá está uma charrete daquelas que se vê em filmes de época entrando no palácio real. A Leti comentava: "as construções já estavam de pé aqui quando o Brasil não tinha sido nem descoberto". E é exatamente assim. Londres é feita de prédios requintados, de igrejas banhadas a ouro, de parques que levam a história de Peter Pan, da princesa Diana, de cabeças degoladas em praça pública, de museus, de séculos. Londres é feita de regiões destinadas ao comércio, de lojas de grife, de turistas, de metrôs subterrâneos que nos levam de uma ponta à outra da cidade em questão de minutos.
"A gente tá em Londres!!!" é a frase que nos repetíamos toda hora. Durante os três dias que ficamos lá caminhamos por toda Oxford street, voltamos a ser criança na loja da Disney; nos impressionamos com a grandiozidade e as belezas do Victoria and Albert Museum; visitamos a Tower of London e nos transportamos aos tempos dos reis e rainhas; avistamos a beleza da Tower Bridge; nos decepcionamos um tanto com a Buckingham Palace, moradia da rainha; nos divertimos com os famosos ídolos de cera no Madame Tussauds, nos encantamos com os peixes no London Aquarium, conhecemos a Plataforma 9 3/4 na estação de King´s Cross, um dos sets de gravação do Harry Potter; e atravessamos a faixa mais rock´n´roll do mundo - a Abbey Road, que deu nome a um dos discos dos Beatles.
As visitas a todos esses e mais alguns lugares dariam um livro se fossêmos descrevê-las separadamente, pois cada uma nos encanta ou toca de formas diferentes. Entretanto, um único lugar em Londres nos fez compartilhar da mesma sensação naquele momento. Era a vista do Big Ben e do London Eye à noite. Já tínhamos tirado fotos no relógio mais famoso do mundo e na roda gigante que possibilita a vista de 360º da cidade durante o dia, mas quando começou a escurecer tudo pareceu ainda mais lindo.
Uma lua perfeita se formava do lado do Big Ben, o Parlamento inglês tomava ares de castelo, o London Eye ficou maior... Londres se iluminava. Nós caminhávamos por ali. Estávamos realmente ali. Ficamos quietas. Até que uma disse: "eu vou chorar". E a outra respondeu: "eu também vou chorar". Foi então que começamos a rir.
Obs: Um beijo especial para a minha ex-teacher de inglês, teacher Neusa, que nos levou tão carinhosa e atenciosamente para passear na segunda-feira. We miss you!

Se vocês não choraram em Londres, eu quase chorei com o post de vcs como sempre...Nossa, nem imagino como deve ser perfeito e surreal estar em Londres :/ Mas vcs tão aproveitando muito pelo visto e é isso que importa =) beeijos
ResponderExcluir