sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Flocos de Neve




Vou contar uma história. Um dia desses fui a Porto Alegre (Santa Maria - Porto Alegre) de ônibus. Sentada na poltrona à minha frente, estava uma menininha daquelas bem tagarelas. À medida em que avistávamos os prédios e o tráfego intenso da metrópole, a menina dizia:

- Olha pai, que monte de prédios... grande! Que legaaal!

Eu fiquei imaginando os olhos fascinados e encantados dela.

Alguns dias depois comentei em casa sobre o episódio e como era bom ser criança, inocente e ter a capacidade de achar tudo lindo e grandioso. Como seria voltar no tempo? Foi então que minha mãe me disse:

- Ah mas daqui uns dias tu vai sentir isso de novo, tu tem muito o que conhecer ainda.

Ela tinha razão, como sempre.

Hoje me sinto como aquela menininha de olhos fascinados, descobrindo um novo mundo e percebendo o quanto somos pequenos diante das belezas desse planeta.


Ontem, dia 31 de dezembro de 2009 nevou em Dublin. Quando chegamos aqui por volta das 16h (14h no Brasil), jamais poderíamos imaginar o espetáculo que nos aguardava mais tarde.

Passamos a noite de ano novo numa casa muito simpática, tipicamente irlandesa, de novos amigos que já fizemos (que aliás merecem um post à parte; melhor recepção não poderíamos ter). A carne cheirava no forno, quando o Anderson da sacada chamou.

Estava nevando muito forte.

Fomos para fora imediantamente registrar esse momento, não só nas máquinas fotográficas, mas na memória também.

Era uma chuva de flocos de neve, congelante, que logo deixou toda a paisagem branquinha.

Não sei explicar a sensação. Era frio, misturado com emoção, com saudades e com um sentimento de agradecimento por aquela linda cena que estávamos presenciando. Um espetáculo dos céus, emabalado por badaladas do sino de uma igreja. Enfim, uma grande virada!


Dublin é tudo aquilo que esperávamos e que víamos nas fotografias, embora ao vivo seja ainda mais linda e bucólica. Nos posts seguintes eu e a Leti falamos mais sobre tudo.


Por hora, só me resta agradecer meus pais por essa oportunidade. Sem eles, nada disso seria possível.


Happy New Year!


Beijos,


Maitê

The Street

Partimos do coração de Dublin, a O’Connell Street, pois, de uma cidade totalmente desconhecida, este foi o primeiro local que nos transmitiu a sensação de estar em solo irlandês. É onde nos encontramos, percebemos que tudo o que víamos em fotos e pesquisas pela internet eram reais e tivemos os primeiros contatos com o "jeito de ser local". Todas as manhãs passaremos por ela em direção a Geos English Academy, escola onde iremos aprimorar nosso inglês. Além de ser nossa referência, O’Connell é um importante centro comercial, com muitas lojas, monumentos e pontos históricos.
A famosa O'Connel